Descasco-a, provo-a, chupo-a . . ilusão treda!
O amor, poeta, é como a cana azeda,
A toda a boca que o não prova engana.
Quis saber que era o amor, por experiência,
E hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo,
Pudera eu ter, eu que idolatro o estudo,
Todas as ciências menos esta ciência!
...
Porque o amor, tal como eu o estou amando,
E Espírito, é éter, é substância fluida,
É assim como o ar que a gente pega e cuida,
Cuida, entretanto, não o está pegando!..."
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Cruz do Espírito Santo, Praíba, 20 de abril de 1884 - Leopoldina, Minas Gerais, 12 de novembro de 1914) foi um poeta paraibano, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano, mas que muitos críticos concordam em situá-lo como pré-moderno. É conhecido como um dos poetas mais estranhos do seu tempo. Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.
A pintura "O nascimento de Vênus" é de Alessandro di Mariano Filipepi, mais conhecido como Sandro Botticelli (Florença, 1º de março de 1445 – 17 de maio de 1510). Botticelli foi um pintor italiano da Escola Florentina no começo do Renascimento.
Vênus é a deusa do Panteão (ou Panteon) romano, equivalente a Afrodite, no Panteão grego. É a deusa do Amor e da Beleza. No mito de seu nascimento,conta-se que surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas (afros, em grego). Em outra versão é filha de Júpiter e Dione. Era considerada esposa de Vulcano, o deus manco, mas mantinha uma relação adúltera com Marte.

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